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quarta-feira, 9 de junho de 2010

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A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade. (José M. Moran)

A Internet no Ensino Básico e Secundário


A www (World Wide Web) é repositório de conhecimento e espaço de partilha de saberes, com um crescimento nunca imaginado e não equiparado a nenhum repositório de informação, em que todos estão em pé de igualdade no acesso a essas informações. Torna-se portanto imprescindível dotar as gerações futuras de capacidades de pesquisa e de avaliação da qualidade da informação existentes, que provêm de qualquer um que nela os deposite.
Foi com este propósito que foi criado o Programa Acompanhamento da Utilização Educativa da Internet nas escolas públicas do 1º do Ensino Básico (Internet EB1) e outros programas mais recentes; Iniciativas Escolas, Professores e Computadores Portáteis (2006).
Uma das prioridades será a formação dos professores para que os computadores e a Internet possam ser utilizados pedagogicamente na sala de aula, aplicando nas suas áreas, dinamizando assim os recursos existentes.
Os conhecimentos dos professores e a sua experiencia na utilização destas tecnologias serão determinantes nas aprendizagens dos alunos.
Será importante doar aos alunos doar capacidades aos alunos de aprenderem ao longo da sua vida e conseguir obter informações sempre que delas precisarem, em situações diferentes da sua vida, e em matérias diferentes. Cabe também ao professor proporcionar experiencias de aprendizagens colaborativas, de um modo partilhado. Deste modo é necessário que o aluno saiba não só pesquisar, seleccionar e citar, mas também publicar, tornado se também ele um criador de informação.

Processo de construção da presença do professor



Salmon (2002) desenvolveu um modelo para e- moderadores que se desenrola em 5 fases:
Primeira fase
Nesta fase são resolvidas questões técnicas que possam de alguma forma prejudicar o acesso dos estudantes ao ensino online, sendo estes encorajados a partilhar informações sobre si mesmos, para desta forma criarem uma presença virtual.
Segunda fase
É a fase do desenvolvimento da socialização, em que se constroem “ pontes” entre os vários ambientes, culturais, sociais e de aprendizagem.

Terceira fase
Nesta etapa passa-se á troca de informação, moderando discussões que levarão A aprendizagens, esclarecendo concepções dos alunos, por vezes erradas.

Quarta fase
Chegamos à construção do conhecimento, através da criação de artefactos e projectos que levam à compreensão dos diversos temas do curso, tanto individual com colaborativamente.

Última fase
É a fase do desenvolvimento.
Os alunos são agora responsáveis pela sua aprendizagem e do seu grupo de trabalho, construindo para esse fim os projectos finais de carácter somativo, mostrando o produto da sua aprendizagem e estudo.

Aprendizagem Online



2 Modelos de Aprendizagem Online

Um dos modelos utiliza tecnologias de comunicação síncronas e assíncronas, classes de aula virtuais moldadas pela sala de aula presencial, aulas virtuais síncronas, semelhantes a aulas presenciais, este tipo de aulas condicionam os alunos pelos horários, assincronamente este problema é superado mas diminui a sincronia entre os colegas.
Cursos online eficazes exigem cada vez mais a selecção de combinações de media, equilibrando assim as diferentes capacidades dos vários media, criando uma presença social e cognitiva cada vez mais fortes.
O outro modelo de aprendizagem online envolve estudantes mais independentes, com a sua própria forma de trabalho, e o seu próprio ritmo. É uma forma de aprendizagem online mais flexível para o aluno mas mais difícil de promover actividades de grupo e aprendizagens colaborativas, e embora seja um modelo de estudo mais independente, que está ligado a modelos de aprendizagem online que permitem que haja envolvimento contínuo e acesso imediato a conteúdos educativos.
No entanto muitas instituições misturam estes dois modelos, tentando contemplar os alunos que desejam uma comunicação instantânea e os alunos que preferem não ter constrangimentos temporais e utilizam comunicações assíncronas. Tentando deste modo satisfazer as necessidades e preferências dos vários alunos, que vivem de modo diferente e com necessidades diferentes de aprendizagem.
O desafio maior para os professores em conceberem um contexto de aprendizagem online, é criar uma mistura de actividades que contemple; todos os gostos, o estilo próprio do professor, capacidade técnica e institucional dentro dos limites financeiros que é uma condicionante na concepção da aprendizagem online.